Educação patrimonial forma professores de Artes em Campo Grande

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) participa de uma formação em educação patrimonial para professores de Artes da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. A iniciativa é realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed).

A atividade integra o módulo “Territórios Poéticos: tempo, memória e identidade cultural” e faz parte de um Acordo de Cooperação Técnica entre o Iphan e a Semed. A parceria já havia incluído professores de História, Geografia e dos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Voltada aos docentes de Artes, a formação teve atividades nos dias 27 e 29 de outubro e etapa final em 5 de novembro de 2026, no Complexo Ferroviário de Campo Grande. A ação foi conduzida pela Superintendência do Iphan no Mato Grosso do Sul.

educação patrimonial para professores de Artes

Segundo o Iphan, a proposta busca fortalecer práticas pedagógicas por meio da valorização do patrimônio cultural e da memória local. A programação aproxima história, território e expressões artísticas, com participação de profissionais do grupo de teatro de rua Imaginário Maracangalha.

Formação amplia parceria entre Iphan e Semed

A formação integra as ações previstas no Acordo de Cooperação Técnica entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed). Nesta etapa, o trabalho conjunto voltou-se às possibilidades de abordar patrimônio cultural e memória local nas aulas de Artes.

De acordo com João Henrique dos Santos, superintendente do Iphan no Mato Grosso do Sul, a proposta é aproximar os educadores do patrimônio e estimular novas abordagens pedagógicas. Ele explicou que a história, o pertencimento, o território e a memória podem ser incorporados ao ensino da disciplina.



A iniciativa dá continuidade à parceria entre o Iphan e a Semed, que já havia envolvido docentes de outras áreas da rede municipal. A edição dedicada às Artes busca oferecer referências para que os professores relacionem os conteúdos da disciplina às memórias culturais de Campo Grande.

Complexo Ferroviário aproxima memória e ensino de Artes

Uma caminhada pelo Complexo Ferroviário de Campo Grande compõe o primeiro momento da programação. Durante o percurso, os professores reconhecem referências históricas, culturais, artísticas e paisagísticas ligadas ao território.

A visita serve de ponto de partida para discutir como a memória ferroviária pode ser trabalhada no ensino de Artes. A atividade convida os docentes a observar o espaço e a considerar suas referências como matéria para práticas pedagógicas.

O segundo momento inclui mediação cultural conduzida por Fernando Cruz, ator e diretor do grupo de teatro de rua Imaginário Maracangalha. Segundo o Iphan, o grupo tem experiência em ações artísticas no Complexo Ferroviário, contribuindo para ampliar as formas de interpretar e expressar as memórias associadas ao local.

João Henrique dos Santos afirmou que a visita e a mediação devem fornecer instrumentos didáticos para o trabalho em sala de aula. Entre as possibilidades mencionadas pelo superintendente estão desenhos, espetáculos de dança e teatro, contação de histórias e produções audiovisuais inspiradas nas memórias dos ferroviários.

Serviço

  • Evento: formação em educação patrimonial para professores de Artes
  • Data: 27 e 29 de outubro e 5 de novembro de 2026
  • Horário: manhã e tarde, na etapa de 5 de novembro
  • Local: Complexo Ferroviário de Campo Grande


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