Apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva se reuniram em Campo Grande na manhã de 24 de outubro de 2026, em um ato pela reeleição do presidente. A mobilização ocorreu na véspera do segundo turno das eleições.
Durante o ato, participantes defenderam a democracia, a soberania nacional e a continuidade de políticas públicas. As falas também abordaram o ambiente de polarização e a circulação de notícias falsas na campanha.
A concentração ocorreu em frente à Praça Ary Coelho, na Avenida Afonso Pena, e reuniu militantes, famílias e representantes políticos. Entre os presentes estavam a senadora Soraya Thronicke, o ex-deputado Fábio Trad e parlamentares estaduais e municipais.

Também houve uma manifestação contrária ao presidente na região central, enquanto o PL anunciou uma carreata e cavalgada em apoio a Flávio Bolsonaro para as 14h de 24 de outubro. A cobertura reúne os argumentos apresentados por participantes dos diferentes grupos e o contexto eleitoral da mobilização.
Ato na Praça Ary Coelho reúne militantes, famílias e políticos
Entre os representantes políticos citados estavam os deputados estaduais Pedro Kemp e Tiago Botelho. Também participaram os vereadores Luiza Ribeiro, Jean Ferreira e Landmark Rios.
Professora da rede pública, Franciele Lima Castilhas Liziero contou que foi pela primeira vez a uma manifestação política e levou os filhos. Ela disse que quis apresentar às crianças a participação democrática e o pensamento voltado à coletividade.
Franciele afirmou que procurou ensinar aos filhos desde pequenos a ter “amor pela democracia” e a pensar na sociedade. A presença das crianças acompanhou, assim, a proposta que ela relatou de aproximá-las da vida em sociedade.
A professora também disse esperar que a participação coletiva continue além do período eleitoral. Entre as áreas que mencionou estão saúde, educação, transporte, lazer e segurança; segundo ela, mais pessoas passaram a ocupar as ruas desde o primeiro turno.
Participantes defendem políticas públicas e soberania; grupo contrário também se manifesta
Iracema Sardinha afirmou que espera a reeleição de Lula por considerar que o resultado pode influenciar a continuidade de políticas públicas. Ela declarou que, em um momento difícil, o voto seria necessário para a população brasileira.
Onely Correa criticou o que avaliou como um ambiente de ódio e violência durante a campanha e apontou a defesa da soberania do Brasil como motivo para apoiar o presidente. Maria Rosana também mencionou a soberania nacional como uma preocupação e criticou a circulação de notícias falsas. Para ela, as mobilizações de rua ajudam a conscientizar eleitores.
Elaine Lameu relacionou a mobilização à defesa da vida, do meio ambiente e dos direitos das pessoas, pautas que, segundo ela, ultrapassam a disputa eleitoral. Pedro Kemp disse que os apoiadores estavam confiantes na vitória de Lula e afirmou perceber motivação entre a militância e participação da juventude.
Na esquina com a Rua 14 de Julho, cerca de quatro homens contrários ao presidente seguravam uma faixa, conforme relato feito no local. Para 24 de outubro, o PL anunciou uma carreata e cavalgada em apoio a Flávio Bolsonaro, com concentração às 14h nos altos da Avenida Afonso Pena, em frente à Cidade do Natal.


