A loja Galeria dos Esportes, em Campo Grande, foi alvo de busca e apreensão em 28 de outubro de 2026. A diligência integra a Operação Trama Oculta, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a investigação começou após a análise de dados de um celular apreendido na Operação Malebolge, em fevereiro de 2025. O material levou os investigadores a apurar suspeitas envolvendo empresários do setor de confecções.
A operação foi realizada em sete cidades de Mato Grosso do Sul, entre elas Campo Grande, onde fica a loja. As diligências também envolveram empresários e servidores públicos, segundo o MPMS.
A apuração trata de suspeitas de combinação de propostas em licitações públicas e de contratos com valores mais altos. A defesa que acompanhou a busca na loja afirmou que ainda não tinha acesso à decisão judicial nem à íntegra do processo.
Busca na Galeria dos Esportes e posição da defesa
A diligência ocorreu na loja Galeria dos Esportes, no cruzamento das ruas Sete de Setembro e Rui Barbosa, no Centro de Campo Grande. O mandado autorizava a apreensão de bens e materiais que pudessem contribuir com a investigação sobre fraude em licitações em MS.
O advogado Mario Guarnieri acompanhou a busca e afirmou que a defesa ainda não havia sido habilitada nos autos. Por isso, segundo ele, não tinha informações sobre quais licitações estavam sob investigação nem sobre eventual fornecimento de bolas e uniformes.
Guarnieri também disse não saber se havia contratos relacionados a esses produtos. A defesa, portanto, não confirmou a ligação entre a loja e licitações específicas mencionadas na apuração.
Operação apura suspeitas de fraude em licitações em sete cidades
A Operação Trama Oculta cumpriu 28 mandados de busca e apreensão e determinou 14 medidas cautelares diferentes da prisão. As diligências ocorreram em Campo Grande, Anastácio, Caarapó, Dourados, Mundo Novo, Jardim e Sidrolândia.
Equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) deram apoio à ação do Gaeco. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a análise do material apreendido na Operação Malebolge, em fevereiro de 2025, levou os investigadores a examinar 15 licitações suspeitas.
Os contratos relacionados a esses processos somam aproximadamente R$ 3 milhões, de acordo com o MPMS. A investigação também apura se servidores públicos foram cooptados para viabilizar as irregularidades atribuídas a empresários do setor de confecções.
O nome Trama Oculta faz referência ao ramo de confecções e às articulações que, conforme a investigação, buscariam favorecer contratos públicos com valores mais altos. A suspeita é de que propostas fossem combinadas previamente para produzir uma aparência de concorrência entre empresas.


