O horário de votação em Mato Grosso do Sul não foi prorrogado no segundo turno das eleições presidenciais de 25 de outubro de 2026. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) informou que as urnas já estavam fechadas quando começou a circular a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro Cristiano Zanin determinou a extensão do horário de votação até as 19h, no horário de Brasília, após pedido do Partido dos Trabalhadores (PT). A legenda apontou dificuldades no transporte público em cidades de São Paulo, Bahia, Sergipe e Rio de Janeiro.
A decisão envolvia os eleitores do segundo turno em todo o País, mas não alterou o encerramento da votação em Mato Grosso do Sul. Segundo o TRE-MS, não havia notícia de filas nos locais de votação do Estado.
O juiz Olivar Augusto Conneglian, auxiliar da vice-presidência e da Corregedoria do TRE-MS, disse que o procedimento previsto seria mantido enquanto o tribunal aguardava eventual ordem formal. A notícia aborda a decisão do STF e a justificativa informada pela Justiça Eleitoral para não estender a votação no Estado.
Pedido do PT levou STF a estender o horário de votação
O pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) foi apresentado ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base em dificuldades no transporte público que, segundo a legenda, prejudicaram o deslocamento de eleitores em cidades de quatro estados. A solicitação motivou a mudança do limite de votação do segundo turno presidencial.
Na regra original da Justiça Eleitoral, as seções de Mato Grosso do Sul encerrariam a votação às 16h, uma hora antes do horário de Brasília. Com a extensão nacional até as 19h pelo horário da capital federal, o limite correspondente no Estado seria 18h.
O novo prazo, porém, não chegou a ser aplicado em Mato Grosso do Sul. O TRE-MS informou que as urnas já estavam fechadas quando a decisão começou a circular, de modo que o encerramento local permaneceu conforme o horário previsto inicialmente.
TRE-MS manteve o encerramento das urnas em Mato Grosso do Sul
O juiz Olivar Augusto Conneglian, auxiliar da vice-presidência e da Corregedoria do TRE-MS, afirmou que o tribunal não tinha notícia de filas nos locais de votação do Estado. Segundo ele, os procedimentos seriam realizados conforme o planejamento previsto para as seções eleitorais.
Conneglian também disse que a Justiça Eleitoral estadual aguardaria eventual determinação formal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou do STF. A informação foi apresentada enquanto as votações eram encerradas e o TRE-MS seguia com os procedimentos previstos.
Além de consultar a Justiça Eleitoral, a reportagem procurou o Ministério Público de Mato Grosso do Sul para obter esclarecimentos sobre a situação. O órgão não havia respondido até a publicação da notícia.


